|
PLANETA TERRA CHAMANDO
|
|
Este vai ser um diário de bordo para quem quiser participar dessa viagem que é viver! Segunda-feira, Setembro 10, 2007 O lar de nossos filhos Pais e mães, parem um instante para pensar: nossas crianças precisam de lares; nossos jovens precisam de lares. E o que é um lar? Como se constrói um lar? Aquela casa espaçosa, de janelas fechadas, muitos carros na garagem, o cachorro abandonado no quintal e a empregada sozinha o dia todo não é um lar. De que adianta oferecermos um teto aos nossos filhos se este teto não se configura num lar? Eu sei o que é lar porque eu tive um. Lar é porto seguro, lugar onde a mesa está sempre posta, tem um cheiro agradável de vida e um calor constante de presenças queridas. Um lar tem rotina, horários, visitas, sono, preguiça, pão quente saindo do forno, novidades, bolos de aniversário... Não é aquele bolinho impessoal levado na escola onde a criança faz aniversário com outras dez crianças e os primos nunca estão ali... Nossas crianças precisam de mais de vocês do que dos bens materiais que podem lhes oferecer. As crianças precisam de tempo, ainda que ele custe seu dinheiro. O tempo é precioso para elas; muito tempo! Você, mãe, tem que conhecer seu filho, ouvir seu filho. Você sabe qual o desenho animado preferido dele? Você sabe se o seu filho tem algum medo? Quando foi a última vez que você preparou a comida que ele mais gosta? Não vai ser aos 15 anos que você vai querer criar um vínculo que tinha que existir desde o ventre! Seu filho não tem um botão que desliga quando você não está perto; ele está vivendo, aprendendo, sofrendo... e se você não estiver por perto, ele vai descobrir um jeito de seguir sem você; não existe retorno neste caminho! Ele não vai querer sua presença mais tarde; ele precisa de você hoje, agora! Será que precisa alguém te dizer que a febre do seu filho é mais importante que um dia de serviço? E que esta febre pode até ser emocional para te trazer para perto? Eu nunca fiquei sozinha com febre. Eu nunca fui a uma consulta médica sozinha, minha mãe estava lá sempre. Pergunte a um jovem de hoje sobre suas lembranças de infância: são todas da escola ou da rua, depende da classe social... Não têm mais lembranças das brincadeiras no quintal, das brigas com os irmãos, da comida da mãe... E não será este o motivo dos fatos terríveis que a gente tem ficado sabendo nos noticiários? Jovens de classe média e alta, infratores e criminosos, sem nenhum juízo de valor? A infância está abandonada. As crianças têm psicólogos, têm até personal trainer mas não têm os pais. Poucos podem crescer sozinhos sem sofrer danos morais e de caráter; poucas histórias de abandono resultam num John Lennon : mother you had me but i never had you... Na mais linda das canções, ele fala da dor de ter sido abandonado e do quanto precisou dos pais. Infelizmente, os resultados deste descaso, da falta de tempo e dedicação dos pais na maioria das vezes não é assim tão romântico... Os jovens não aprendem a amar, não aprendem a respeitar, não aprendem a ser pessoas dignas e menos ainda a serem felizes. Conclusão, uma geração toda de adultos infelizes, mal resolvidos e sem recordações, sem raizes... Adultos que buscam atenção através da violência ou das transgressões. Aonde vamos chegar desta maneira? Que tipo de mundo os pais e mães de hoje pensam construir com tanto descaso? Crianças precisam brincar e brincam imitando os adultos, mas vão imitar quem, a empregada, a babá? Muita gente vai ler este texto e se excluir rapidamente deste caso porque é mais cômodo. Mas se já aconteceu de você levar seu filho ao pediatra e não conseguir responder aquelas perguntas básicas do médico: seu filho comeu hoje? O intestino funcionou? Ele chora muito?... Reflita, porque se essas respostas não estão na ponta da língua é porque existe um problema. Não venha com aquela frase feita de que o que importa é a qualidade e não o tempo gasto com as crianças! Isso é desculpa e serve para tapar o sol com a peneira, mas não apaga o fato de que nós somos os únicos responsáveis pelos nossos filhos pequenos. Você sabia que a licença maternidade em alguns países da Europa é de mais de um ano ? E que lá existe licença paternidade também? Por que será que eles, lá no primeiro mundo, chegaram a este determinado tempo, será que eles não pensam nos lucros, no sucesso das empresas? Por que são bonzinhos? Ou por que eles já passaram pelo estágio em que estamos agora e descobriram os estragos que uma geração de jovens criados sem pai nem mãe trouxeram para a sociedade como um todo? Esta é a pergunta que fica: qual o preço do nosso descomprometimento com a infância? Será que já estamos pagando por isso? Não existem regras para o amor: amem suas crianças, pais, mães, tias, avós, professores, irmãos mais velhos, todos enfim! Ajudem a fazer crescer uma geração feliz e equilibrada porque toda sociedade só tem a ganhar com esse gesto. Fernanda Bega. postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 8:05 PM Comments: Quarta-feira, Maio 30, 2007 Tenho refletido sobre um assunto que me incomoda demais e que acho que é pré-requisito para que o mundo melhore: acabarmos de vez com o racismo, preconceitos e discriminações. Linda utopia! Claro que se você é uma pessoa adulta e procura estabelecer valores para sua vida, alguma vez já pensou sobre isso. Eu não acredito que ninguém proclame que é racista com orgulho, mas, no silêncio de nossas consciências devemos nos confrontar sobre esse assunto. Devemos nos olhar no espelho e perguntar: eu sou racista? Eu aceito a diversidade das pessoas assim como aceito a diversidade da natureza? Caso a resposta seja sim, eu sou racista; sim, eu tenho preconceitos contra homossexuais ou contra algumas etnias ou credos; eu discrimino mulheres, deficientes físicos ou mentais... Não propague sua descoberta. Envergonhe-se dela (como digna de repulsa que é) mas encare-a e busque suas raízes no seu coração, na sua historia de vida e criação. Esse é um bom ponto de partida para mudar. Nem tudo que nos disseram e ensinaram é verdade ¿ descobrir isso é crescer também. Não busquemos culpados nesse processo; é o perdão que constrói, não a acusação. A hora é agora! Hoje já é tarde. Não importa quantas vidas você vai viver, comece a plantar nesta porque o universo não agüenta mais as cicatrizes desse ¿mal¿. Pergunte-se: eu sou melhor ou mais bonito ou tenho maior valor que outro ser humano gerado da mesma maneira que eu? É verdade que você pode ser uma pessoa linda, inteligente, perfeita e rica, mas, nesse momento de encontro com você mesmo, é racista. Repita essa palavra e sinta o peso negativo de ódio e violência que ela carrega - R_A_C_I_S_T_A. Eu adoro palavras, mas como essa é feia! O seu (o meu) propósito em mudar pode não partir do coração, em princípio. Tudo bem: somos seres racionais e podemos discernir sobre o que é certo e errado. Apenas decida mudar. Não faça piadas, não se esconda atrás de ditados e expressões ¿que todo mundo usa¿. Não menospreze seu ¿semelhante¿. Você nem imagina o quanto somos semelhantes dentro de um hospital e na hora da morte ou algum de nós é imune a doenças ou vai ficar pra semente? Talvez esse seja um bom treino: visitar uma UTI hospitalar. Eu vi no hospital do câncer uma pessoa que não tinha mais feições, não dava pra distinguir olhos, boca ou nariz... Todo mundo passava em frente ao leito e virava o rosto (inclusive eu), mas o marido dela estava ao lado da cama segurando a mão daquela pessoa que ele, certamente, via com os olhos d¿alma e da memória! Gente, nós não somos melhores nem piores que ninguém! Pior é o mundo que criamos e que acha que ser diferente é ruim. Quantas mortes se justificaram em nome desse raciocínio? Quantas pessoas maravilhosas você deixou de conhecer porque decidiu só de olhar que ela não era uma boa pessoa, uma pessoa a sua altura? E que altura tem o homem que discrimina seu semelhante, que hostiliza outras raças, outras religiões, que mede um ser humano por sua cor de pele? Nós não teremos um mundo melhor, uma era de paz no terceiro milênio se não crescermos, se não confrontarmos nossas idéias idiotas e nos fizermos melhores, conscientemente. Acredite que a partir do exercício da fraternidade racional virá também a emocional e todos descobriremos o amor ao próximo como um valor legítimo para propagarmos para os nossos filhos e netos. E o mundo vai agradecer por isso tornando-se um lugar onde o Sol realmente brilha para todos. ¿BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA E TUDO MAIS VOS SERÁ ACRESCENTADO¿. beijos irmãos postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 8:33 PM Comments: Segunda-feira, Março 19, 2007 Eu sou essa pessoa sem proteção, sem anestesia, sem subterfúgios... A maioria das pessoas têm dois lados: um racional e o outro emocional. Eu tenho dois mil lados, todos emocionais! É extremamente doloroso ser eu na maioria das vezes, mas em outras duvido que alguém já tenha experimentado o amor e a felicidade como eu... (pretensão, não, constatação). Sou como um fio desencapado e toda energia flui através de mim e me suga e me corrói e me emociona e me mata e me ressucita em seguida. O casamento do meu filho neste último sábado não tem descrição, nem comparação com nada que eu já tenha vivido! Desde o momento que ele nasceu (ele e o irmão, é claro), minha vida tem sido totalmente dedicada a fazê-los felizes. Sábado ele estava plenamente feliz: realizando um sonho sonhado a dois e todos os amigos e familiares partilhando com eles. E eu estou totalmente confortável em vê-lo seguir adiante porque sei que ele fez a escolha certa, sei que a pequena-grande mulher que ele escolheu é companheira, sabe a hora de falar e de calar e o ama do jeito que ele é. Muitas vezes quando eu sofro em potenciação, penso no que eu não daria para ser diferente, para ser outra pessoa... Mas quando eu vivo a felicidade que eu experimentei sábado, então eu tenho que falar pra Deus : obrigada por me dar esta disponibilidade tão grande, incansável mesmo para o amor. postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 7:02 PM Comments: Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007 GESTO Vou atualizar meu blog. Acho que devo isso a algumas pessoas... Eu sonhei tanto em ser uma escritora no passado e fui engavetando meu sonho junto com meus textos durante todos esses anos. Não há aqui nenhuma frustração, apenas constatação. Nunca fui disciplinada o suficiente para ser escritora, este é um ofício como outro qualquer e requer muito trabalho e dedicação... Sou uma livre-pensadora; uma anarquista. Descobri que poderia ser uma artista no meu micro-universo, do meu jeito, escrevendo para os amigos... e assim tem sido. Hoje é pra um amigo que escrevo. Ele vai ler e saberá que é pra ele. Um amigo quase secreto. Um amigo que talvez nem eu soubesse que tinha, mas estava ali. E o momento certo o trouxe para perto. E os olhos dele puderam ver além das palavras escritas, além das palavras proferidas, além do que é supérfluo... viram a verdade, a intenção, a solidariedade... Enxergaram o amor permeando a vontade de agir e o respeito paralisando a ação... a dúvida. Muito obrigada por estar ¿aí¿, rapaz. Nem você sabe quantos ¿acasos¿ foram necessários para chegarmos neste momento em que estamos; o momento sublime onde o ¿gesto¿ substitui a intenção. Só tem cuidados quem ama... postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 5:01 PM Comments: Sábado, Novembro 25, 2006 AH, POETA... Nada tão docemente amargo quanto o coração de um poeta, nem tão caro quanto seu espírito tangível! Desprotegido e nú, vagueia seu ser entre horrores e maravilhas. A caneta lhe vale o reinado e por ela grava cicatrizes no papel dos corações humanos Tateia na escuridão do próprio cérebro e com incrível agilidade desencrava peças do inconsciente. À luz de sua razão, em seguida, transborda nos quatro cantos do universo. Nada tão calmo e vazio quanto um poeta transbordado, nem tão ansioso quanto um poeta calmo e vazio! Retorna no seu mergulho negro até que esgote o veio, sem satisfazer-se... Esgotando um e mais outro procura preencher-se. Novamente, vagueia e observa... Expõe-se nú e desprotegido a horrores e maravilhas e deixa marcar seu espírito pela caneta da vida. Abdica seu reino em favor de uma causa suicida, mas quando volta vitorioso é coroado de novas pedras, tornando a garimpar sua escuridão! Nada tão obstinado quanto um poeta antes do mergulho, nem tão forte e vivo quanto um poeta obstinado! Porém, de tantos que são os horrores, de tão sensível às maravilhas que é o espírito, de tão exausto o corpo dos mergulhos; nada é tão velho quanto um poeta cansado, nem tão triste quanto um poeta morto! Fernanda Bega escrito em 15 de julho de 1980- às 15hs- para Vinícius de Moraes que acabara de falecer. postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 12:49 PM Comments: Sexta-feira, Setembro 29, 2006 TUDO Por tudo que sei tornei-me melhor. Por tudo que vi e o que aprendi não posso dizer que cheguei ao fim; não posso dizer que cheguei a nada. Cheguei aqui neste momento rápido de certeza, efêmero e sorrateiro. Hoje estou inteira, hoje estou calada. O silêncio me faz melhor até a palavra-pensamento é susurrada. Não cheguei ao fim, não cheguei a nada. Dádivas, coisas que me ensinaram Vitórias, as que busquei saber Tudo que não sei ainda ambiciono Tudo que serei um dia é sonho. Não cheguei ao fim, não cheguei a nada... Mas, neste momento, o mundo me tem inteira. A vida me tem calada. Fernanda Bega. postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 6:25 PM Comments: Quarta-feira, Julho 12, 2006 Sinto muito. Hoje em dia costuma-se repetir muito uma mentira para que ela vire verdade... Frase: Não me arrependo de nada do que fiz. Esta é uma frase abominável. Uma frase que virou moda e parece que é sinônimo de ser bem resolvido dizer uma barbaridade dessas! Arrependimento e culpa não são sentimentos agradáveis, mas como somos pessoas humanas cheias de defeito, com certeza cometemos nossos erros e como não nos arrepender deles? Como ficar com a consciência tranqüila quando magoamos os outros ou prejudicamos suas vidas? Que esperar de uma sociedade onde as pessoas não têm compromisso com nada; não sabem cultivar amizades e relacionamentos... Rapazes que tratam as mulheres como objetos de decoração, moças que pensam que todo seu valor se resume em ter um corpo perfeito e um cabelo alisado e, ambos, homens e mulheres, que nunca se arrependem de nada! ? Como assim? A consciência nos distingue dos animais, não é? É claro que nos arrependemos. Arrependemos-nos de palavras bruscas ditas sem muito pensar, nos arrependemos das que não dissemos pra pessoas que já se foram... Sentir remorso ou culpa nos indica que temos uma consciência, que temos juízos de valor e que temos a noção de nossos erros... A culpa não deve nos estagnar, mas nos impulsionar para frente em busca de acertos em novas situações e também tem o mérito de nos fazer mais complacentes com os erros dos outros levando ao entendimento e ao perdão. Apenas por este mérito, que tal se, de vez em quando, parássemos para pensar e julgar nossos próprios atos? Que tal questionar por que fiz isso ou por que deixei de fazer aquilo? Que tal se colocar um pouquinho no lugar do outro? Este é um exercício maravilhoso de humildade e humanidade! postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 6:32 PM Comments: Segunda-feira, Maio 08, 2006 Reflexão Materna O primeiro contato com a maternidade é uma mistura de um medo imenso com uma grande coragem... De um lado o medo, logo justificado, de nunca mais se sentir despreocupada; do outro, a coragem de ensinar os filhos a crescer para deixar o ninho. Encontra-se a coragem dentro do amor, o mesmo que, em princípio gerou o medo. A maternidade se revela, então, uma grande contradição e ainda que os filhos deixem de ser filhos, nós ¿ mães ¿ nunca deixamos de ser ninho. Experimentamos a plenitude da felicidade em coisas tão pequenas: o primeiro riso, o primeiro passo, a palavra ¿mamãe¿ dita repentinamente... o primeiro abraço. Ah! O primeiro abraço! O exercício da maternidade faz com que nos acostumemos com esses sobressaltos de emoção, com essas contradições e com a intensidade da vida. Hoje, pra mim, vida e maternidade se confundem. Não sei distinguí-las, mas sei que eu não seria a pessoa que eu sou sem os filhos que tive. Enquanto eu os ¿ensinava¿ a crescer, não percebi o quanto aprendia com eles! Plenitude é a palavra mais próxima que encontro para descrever momentos únicos que fui colecionando com meus meninos. O sofrimento, de que tanto se fala, existe realmente: eu me confrontei com ele diversas vezes, nesta caminhada. Ele é tão intenso quanto tudo o mais, potencializado pela nossa incapacidade de evitar que um filho sofra... pela nossa impotência! Vale a pena?? Certamente, vale a pena. Eu ainda tenho medo (muitos medos) mas eu tenho uma coragem que jamais teria sem eles. É preciso que eu diga que não me tornei mãe por acaso. Para mim, a maternidade foi um sonho, um projeto, um desejo profundo e, por fim, uma realização. Não quis ter filhos para agradar meu marido, mas também nisso fui agraciada porque ele, como eu, não concebe o amor sem frutos; a vida sem um por quê! E o nosso POR QUE anda por aí, crescendo em graça, inteligência e caráter. Rezamos por eles e permanecemos presentes sempre. Sei que um dia a roda da vida os levará à compreensão exata de todo esse bem querer... nesse dia, eles terão se tornado pais. Fernanda Bega. 09de maio de 2001 postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 12:42 PM Comments: Segunda-feira, Abril 10, 2006 Oração da Entrega Senhor, eu tenho tanto medo! Quando eu acho que tudo depende de mim, que eu controlo todas as coisas, com a prepotência de um ser humano que se considera o dono do próprio destino, então eu tenho medo. E por que esse medo? Porque o que eu posso é tão pouco: eu só vejo até o raio de visão dos meus olhos, só apanho o que minhas mãos alcançam, só consigo caminhar uns poucos quilômetros, só cuido dos meus filhos quando estão ao meu redor e nada posso fazer por eles quando se aventuram nas ruas! Apenas consigo compreender uma milionésima parte dos conhecimentos tecnológicos da minha época... Sei ligar o computador, mas não sei como ele funciona... atendo o celular mas não sei como a voz chega até mim... O que eu sei? O que eu posso? Eu posso gritar e espernear contra algumas injustiças. Posso fazer o meu trabalho diário e, ao fim do dia, perceber que ainda falta muito para terminar... Eu posso lavar as roupas sujas, enquanto sujo as que estou usando , posso tratar minhas enfermidades, enquanto meu organismo provavelmente está adquirindo outras; posso ajudar, consolar, partilhar com dez ou vinte pessoas de meu relacionamento enquanto toda a humanidade sofre... Senhor,eu não posso nada! Eu não sou nada. Muitas vezes, penso que se eu não for ao trabalho nada vai funcionar e os problemas vão se acumular , mas tudo anda normalmente com ou sem a minha presença. Não foi para isso que fui criada. Deus não me criou para trabalhar ou resolver os dramas da humanidade. Eu sou apenas uma engrenagem pequena de uma grande máquina que já existia antes mesmo de mim. Vou viver ou morrer e o mundo continuará como continua uma árvore, linda e frondosa, apesar de suas folhas que caem! Sou uma folha. Seca ou verdejante é a única coisa que depende de mim. Tento verdejar. Tento compreender, além de tudo, esta minha inconformidade com a pequenez e inutilidade humanas. Estou me conscientizando da minha condição de partícula do cosmo. Quando o médico me diz: _ Senhora, vai precisar de uma cirurgia. Eu quero então discutir, planejar, prever, evitar... uma segunda opinião. Terceira, talvez. Mas, descubro que preciso ceder, preciso reconhecer minha estúpida condição e confiar em algo ou em alguém. Agora eu não posso nada. Constatada a situação. Sou assim pequena. Mas algo acontece quando páro de querer ser e decidir. Quando páro, oro e concluo: Deus existe e me ama. Não importa o quanto eu seja pequena, Ele me ama e se eu estiver nos planos de Deus, todas as coisas do universo vão conspirar para que eu permaneça mais tempo nesta dimensão! Caso o Senhor não tenha mais planos para mim , então para quê discutir? Entrego-me, então... Totus tus ¿ todo teu ¿ dizia o Papa João Paulo II... e isso me dá uma paz imensa e a confiança de quem salta nos braços do Pai. E isso se chama fé e é uma arma maravilhosa contra o nosso medo, a nossa impotência... Como é bom acreditar em um Deus Criador e Pai! Fernanda Bega. postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 4:41 PM Comments: Segunda-feira, Março 20, 2006 Documentário exibido pelo Fantástico e produzido por MV Bill Falar o quê do menino que diz que quer ser bandido quando crescer? Falar o quê do menino-traficante que disse que nunca foi num circo? E da criança de 3 anos que brinca de vender ¿pó de cinco¿? Eu não conheço essas pessoas e elas nunca conheceram um mundo como o que eu vivi, uma vida como a que eu tive até aqui... Nos morros e nas favelas ninguém tem pai: pai mortos, pais ausentes, pais desconhecidos. Mães abandonadas, sacrificadas, amortecidas pela dor dos muitos filhos perdidos! Uma realidade ignorada e desconhecida por todo uma nação e que parece tão humana quando mostrada do ângulo de visão daquelas pessoas excluídas. Quantos de nós seria bandido se tivesse nascido dentro daquele mundo? Quantos de nós teria coragem de mudar o rumo da própria vida , pressionado e cercado por um sistema que parece estabelecido e imutável? Qual a nossa principal preocupação de cada dia : o pão, o teto, o agasalho? Ou nós nem pensamos nisso porque temos de sobra ou só pensamos nisso porque o estômago está roncando, a chuva está nos molhando e os dentes batendo de frio! A fome, o frio e o abandono nos roubam a humanidade. O ter em excesso, a soberba e a futilidade nos roubam a humanidade também! A JUSTIÇA seria a arma para enfrentarmos esta doença da nossa sociedade, mas a justiça só é buscada quando você olha com amor para o outro. Quando você consegue ver o outro como uma pessoa igual a você. Talvez a virtude de um documentário como esse seja a de nos aproximar, de mostrar as diferenças, mas muito mais as igualdades, porque crianças são crianças em toda parte e velhos são velhos e mães são mães... Mãe de bandido chora quando o filho morre como toda mãe chora e sofre. Filho de bandido quer ir ao circo, quer uma bola colorida, quer um bife acebolado sobre um prato de arroz e feijão! As pessoas todas querem coisas boas para si e para os seus e se todos sabemos o que é bom porque deixamos que falte tanto ao nosso próximo a ponto do ódio se instalar em seu coração como um vírus mortal?? postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 10:20 PM Comments: Terça-feira, Fevereiro 21, 2006 ¿Discernimento¿ Eu aprendi muitas coisas com meus pais. Coisas simples e outras, nem tanto... Aprendi a comer quando tivesse fome, a chorar quando estivesse triste e a sorrir e cantar quando estivesse feliz. Aprendi com a minha mãe a comer de boca fechada, a não falar de boca cheia e a pedir por favor quando quisesse alguma coisa. Aprendi que devemos calar e ouvir quando outra pessoa está falando e que devemos pensar antes de falar... Aprendi que não se desmente alguém enquanto estiver falando e nem diante de outras pessoas; que não se interrompe a conversa dos outros e que não se ¿espalha¿ um segredo que nos foi confiado. Aprendi que para entregar uma tesoura ou uma faca para alguém, a gente deve virar o cabo para a pessoa... Aprendi a não abrir correspondência dos outros ou ficar ouvindo conversa alheia. Meu pai, quando passava um pito dizia: _ Menina, você não tem discernimento das coisas? ... Eu não sabia o que queria dizer isso, mas sabia que era vergonhoso levar um pito do meu pai e assim ele criou na gente a curiosidade de descobrir o que esta palavra difícil significava. Aprendi, então, que discernimento é a chave para quase todos os dilemas da vida: discernir, escolher, julgar, separar e decidir entre duas ou mais possibilidades, caminhos. O bem ou o mal. Não que só existam essas duas opções, mas é preciso sabedoria para enxergar e distinguir essas e todas as nuances que possam haver entre elas. Aprendi com mamãe a rezar, a recitar, a cantar e a brincar. Com meu pai, aprendi muitas histórias infantis e a rir muito. A comer com prazer, a dormir com prazer, a estudar com prazer... Aprendi que na fartura devemos dividir e, na penúria, também. ... A agradecer. ... A pedir licença. A esperar ser convidada para entrar na casa de alguém e a saber a hora de sair... Nossa! Quantas coisas! Quando tive meus filhos e me deparei com a idéia de ¿educar¿, pensei nas divergências, pensei em mudar tudo, em ser diferente. Mas depois observei à minha volta: eu e meus irmãos não éramos assim tão maus, não ¿demos¿ tão errado a ponto de eu querer fazer tudo diferente! E, então, eu tentei fazer o meu melhor sem deixar de lado os ensinamentos dos meus pais... O mundo tem mudado muito, porém algumas coisas não mudam nunca: todos gostam de pessoas educadas que não cospem no chão, não falam com a boca cheia, não dizem palavrões e sabem pedir desculpas ou agradecer. Todos gostam de pessoas que têm bom senso, um sorriso aberto e franco, uma palavra amiga e sabem escutar opiniões diferentes das suas... Enfim, todos gostam de ser socialmente aceitos, queridos, sem, no entanto, ter que que se curvar para isso! Quanta sabedoria existe em se conseguir apenas e tão somente isso: ser humilde, mas não humilhado; ser aceito, mas não subjugado; ser feliz, mas não um ¿bobo alegre¿. Busquem a sabedoria e através dela se aproximarão da plenitude e de Deus! postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 8:16 PM Comments: Domingo, Fevereiro 12, 2006 Hoje faz 23 anos que me casei. E o que falar sobre ficar vinte e três anos casada? Bem, primeiro que não é fácil e segundo que não viveria sem ele, mesmo. Podem falar que isso é anulação, falta de personalidade ou o que quiserem... mas o casamento ou é ou não é! Não existe esse meio termo que pretendem alguns; então acontecem estes relacionamentos que podem ser tudo, até legais, menos um CASAMENTO. Quando casamos, o padre ou o celebrante seja pastor ou juiz diz:_ e de agora em diante vocês passam a ser um só. Poucas pessoas compreendem essas palavras. Eu as vivo. Amo meu marido, cuido dele e ele de mim. Sei que um de nós dois vai partir desta dimensão antes do que o outro e isso me preocupa... Mas, enquanto tivermos a vida, temos um compromisso e nos dedicamos a ele. Quero que ele realize seus sonhos e quero ajudá-lo nisso. Brigamos muito , às vezes, por que o trabalho junto é desgastante. Mas entre perdas e ganhos, conto com esse amor como com o ar que eu respiro e conto que, se Deus nos uniu, Ele há de nos guiar pela vida afora sem permitir que os problemas nos separem. AMÉM. postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 4:03 PM Comments: Sábado, Dezembro 24, 2005 Feliz natal para todas as pessoas de boa vontade! Haja alegria recompor as nossas forças e haja esperança para continuarmos o caminho... Podemos ficar muito tempo por aqui ou podemos estar indo embora sem saber... Não importa quanto tempo ainda temos para viver, importa que não vivamos como se fosse para sempre, como se pudessemos deixar pra amanhã o beijo, o abraço, o pedido de desculpas. Abraçem seus filhos, seus pais ( se ainda os tiverem), passem por cima de pequenas desavenças, engrandeçam pequenos atos generosos, riam de suas neuroses e compreendam as dos outros! Vamos fazer de um jeito mais fácil pra gente mesmo: é mais fácil ser feliz entre amigos, sem inimizades ou rancores que nos adoecem. Mentalizem SAÚDE EM LETRAS GARRAFAIS E COLORIDAS! Porque as cores nos presenteiam, além de sua beleza, com energias curativas e fortalecedoras! Vibrem em azul, laranja, amarelo... Sonhem cor-de-rosa e violeta... Amem no extremo dos tons vermelhos! Deus é Luz e a luz possue todas as cores! FELICIDADES ! postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 3:42 PM Comments: Quarta-feira, Dezembro 07, 2005 Meu gatinho e eu Estive pensando sobre os animais e os seres humanos. Estranha relação de amor e ódio. Conheço pessoas que morrem por seus cães e nem são pessoas amorosas, dentro de uma ótica humana! Outras odeiam insetos ou répteis; têm pavor de ratos e cobras... Enfim, esta é sempre uma relação muito forte e significativa nas nossas vidas . Eu tinha um gatinho persa, que acaba de desaparecer... faz uma semana que sumiu e , provavelmente, esteja morto em algum lugar porque ele era muito livre e já tinha gasto bem umas seis das suas sete vidas! Galileu, meu gato. Lindo. O Galileu nos ensinou muita coisa: quando ele esteve doente e o internamos num hospital veterinário, os doutores me avisaram que o horário da visita era das 18 às 18:30h . Eu pensei com meus botões, meio entre rindo e chorando : _ o que eu vou fazer meia hora visitando um gato no hospital ? Conversar com ele? Perguntar como está sendo tratado? Bem, deu-se a visita: cheguei numa sala de azulejos brancos até o teto com um forte cheiro misto de animais , desinfetantes e remédios ( nauseante,devo dizer) . Ele estava numa gaiola grande com soro na veia e eu chamei-o pelo nome... na mesma hora que ouviu minha voz, ele se levantou e se aproximou das grades até onde minhas mãos o alcançavam: então, eu o toquei, fiz carinhos em seu pescocinho e, desavergonhadamente, conversei com ele, eu dizia: _ coitadinho do Galileu. E ele miava, chorando... Quase que os trinta minutos foram pouco para aquela sessão de carinho explícito! Eu sou toda ¿nojenta¿, não queria encostar em nada no hospital, mas o olhar de gratidão dele pela minha visita me compensou altamente de qualquer transtorno. Pobre animal; queria tão pouco de mim! Hoje estou muito triste por tê-lo perdido: só ele ronronava pelo simples fato de me ver! Os gatos têm um motor de alegria . Amor tão gratuito e fiel nos dão os animais! Acho que Deus realmente nos deu os animais como presentes, mas também como lembretes constantes de que podemos ser felizes, podemos rir e nos divertir com pouca coisa. Podemos rolar no chão com nosso cachorrinho e brincar de jogar bolinhas ou puxar um fiozinho pela casa para provocar o gatinho e vê-lo correr e armar botes! E, além disso, nos lembrar de que nós também precisamos de cafuné, de carinho e de visitas no hospital. Nós, como eles, temos um instinto que não nos deixa e nos iguala e uma humanidade que nos diferencia para sermos responsáveis e cuidarmos com amor de todas as criaturas de DEUS. Obrigada, Galileu. Obrigada, Senhor! postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 7:02 PM Comments: Sábado, Dezembro 03, 2005 ¿Reflexões primárias sobre o amor¿ Quando não se tem um amor, a gente sofre. Quando se tem, a gente sofre mais. Quando não se tem um amor, a gente chora. Quando se tem, a gente chora mais. Porém, nenhum sorriso se compara ao de um amante; nenhuma alegria encontra igual razão de ser e nenhum pranto seca com tanto gosto. O sofrer dos amantes é um sofrer louco, às vezes baixinho ¿ um ¿chororô¿. Mas sempre que alguém chora um choro de amor é com esperança e um choro com esperança é quase um riso... É quase feliz. Não há um sofrer maior, nem tão tolo porque é um sofrer que já não recorda o que é ser só! Pobre dos que têm o riso semelhante a um chorar sem fim; dos que têm, na quase alegria, uma tristeza; pobre dos que não têm um amor...( estes não chorariam senão por um grande motivo). Mas eu, que amo tanto, choro até pelo silêncio, choro por palavras ou por coisa alguma... Acho que choro cada vez que sorrio longe dele... Acho que rio cada vez que choro ao lado dele! postado por: FERNANDA ZONZINI E SILVA BEGA 6:06 PM Comments:
|